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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Osvaldão Araguaia, o Imortal

Lembrando os 50 anos do golpe militar, o DCE da UEPB nos convidou para colorir algumas paredes da universidade com pessoas desaparecidas na luta contra a ditadura. Meu personagem foi o Osvaldão Araguaia, que foi um dos primeiros a chegar à região do Araguaia com a finalidade de começar lá uma revolução que ganhasse o apoio de todo o país. Pelo seu grande porte físico (tinha cerca de 2 metros de altura e lutou boxe pelo Clube de Regatas Vasco da Gama) e grande bravura em combate, era conhecido pelos moradores locais como "O Imortal", fato que levou os militares a, depois de o assassinarem covardemente enquanto dormia em uma árvore, cortarem sua cabeça e perdurarem seu cadáver (que nunca foi encontrado) em um helicóptero, pelo pé, e sobrevoarem a região do Araguaia, para mostrar à população que "O Imortal" não era imortal.
Fiquei feliz em colaborar com tal evento, importante para que se mantenha viva na memória as barbáries que foram cometidas durante a ditadura, como forma de evitar que tal absurdo venha a se repetir, e tendo a certeza que livres pensadores como são os grafiteiros, com certeza seriam torturados e perseguidos caso os militares voltassem ao poder.
Também foi massa a oportunidade de explicar ao meu filho de 7 anos conceitos como democracia, ditadura, além da própria história do Osvaldão.
Participaram pintando outras vítimas da ditadura militar: Sponja (Edson Luiz), Jed (Honestino), Celo (Vladimir Herzog), Thaynha (Olga Benário Prestes) e Jas-One (Marighella).

http://www.uepb.edu.br/torturados-e-desaparecidos-do-regime-militar-sao-homenageados-por-artistas-do-grafite-na-uepb/
















Projeto Expedição Hip Hop do Centro Interativo de Circo

No dia 22 de Março do presente ano, nossos amigos do Hip Hop pessoense representando o Centro Interativo de Circo estiveram em Campina Grande, em uma grande confraternização onde foram colhidos depoimentos sobre a história da cena Hip Hop na nossa cidade. Eu, que acompanhei de perto tudo isso, tendo colaborado a fundação do Núcleo Hip Hop Campina e jogado minhas tintas nas paredes desde o início dos anos 2000, fui um dos convidados a contar algumas das histórias da nossa cultura.
Foi muito bom rever amigos das antigas e comprovar que não importa o tempo e a distância, o fortalecimento é o mesmo!



 Foto: Rodrigo Máximo