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sábado, 23 de julho de 2011

Cine Capitólio - Sábado à tarde.

A convite do chegado Thiago Vinícius, também conhecido como TV, pintamos hoje a lateral do Cine Capitólio. Começo de tarde de sábado agradável, em boa companhia!

Um salve especial pra Celo, Thaynha, Tv, Vanessa e Ice!















sexta-feira, 8 de julho de 2011

Praça Redonda, sexta à tarde.

Eu e meu amigo Jonathas também conhecido como Tonta, nos encontramos para deixar a cidade um pouco mais colorida. Pintamos o muro lateral da ACI, Associação Campinense de Imprensa, que fica virado para a Praça Redonda, pico tradicional entre os skatistas campinenses. Eu mesmo há tempos atrás já passei muitas tardes divertidas em cima do carrinho lá. A diversão hoje é mais pro spray do que pro skate, então, vamos grafitar.
Fomos, como não é raro acontecer, abordados pela polícia, na figura dos policiais ciclistas, também conhecidos como gambikes, que perguntaram se tínhamos autorização para pintar tal muro. Ora, já pintamos aquele muro mil vezes, sem nunca termos sido repreendidos por ninguém. Eles fizeram questão de ir até a ACI e constatar que o muro é do graffiti mesmo e sem mais. Enfim, esclarecida a situação, demos continuidade aos trabalhos, que vocês podem conferir nas fotos abaixo.

















quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Dizem que sou louco por pensar assim..."

Nesta quarta feira, dia 06 de Julho de 2011, vivi uma experiência marcante, de presenciar um pouco do dia-a-dia dos internos da Clínica Psiquiátrica Dr. Maia.
Confesso que estava um pouco receoso quando cheguei, até porque eu ia trabalhar em cima de 6 andaimes, a uma altura considerável. Logo percebi que minha convivência com os pacientes seria tranquila. Inclusive encontrei um conhecido, que está se tratando da dependência do crack, e ele até me ajudou com as tintas e os andaimes.
Diante das perguntas dos internos sobre o que significava meu trabalho, eu respondi prontamente: "Cada um vê uma coisa diferente, e todo dia ele vai ser essa coisa diferente do que era no dia anterior." Logo surgiram as comparações: "Isso é fulano!", "Isso é cicrano!", "É Agnaldo Timóteo!", "É um médico atendendo um paciente!", entre outras tantas.
Entre um paciente que cantava e outro que chorava, aparecia um recitando passagens bíblicas. Um cigarro era muito disputado entre todos, e algumas vezes eu os vi fumando até a última ponta, com filtro e tudo.
Acredito que essa experiência me serviu para mostrar o quão é sutil a linha que separa a sanidade da loucura, e também a dar valor e ser grato pelas coisas simples, como a liberdade de ir e vir, o conforto da minha casa, e principalmente da minha saúde.
Ao fim do dia, todos gostaram da pintura, e deram várias interpretações, das mais complexas às mais simples. Todas válidas.
Agradeço a Deus pela vida que tenho, e agradeço ao graffiti que tantas experiências me proporcionou. Nesse trabalho, agradeço a Sr. Antônio, da diretoria da Clínica, que me contactou e me deu todo o suporte.
Desculpem o texto longo, mas tinha que compartilhar com vocês o que vivi hoje.
Lembrem-se sempre, que para o louco, o normal é que é louco e ele é normal. Então tenham cuidado. Ao chamar alguém de louco, o louco pode ser você!